sexta-feira, 19 de março de 2010

Projetos Importantes


Estão na Câmara Municipal alguns projetos que considero muito importantes para Piedade. Um projeto fundamental é o que reestrutura o conselho de meio ambiente, um colegiado importantíssimo para os rumos das políticas públicas no município. Esse projeto foi amplamente discutido e construído pelo "conselho de transição" com maioria efetiva de membros da sociedade civil. Uma conquista para Piedade, mas que os vereadores devem apreciar e votar com a pressa que matéria exige.
Outro projeto que considero muito importante é o que cria o feriado da consciência negra em Piedade. Mais do que um simples feriado, o dia da consciência negra já está servindo em muitas cidades como uma política de consolidação da reflexão sobre nossa origem social. A segregação e a exploração formaram o tronco principal do pensamento elitista e conservador no Brasil e isso dever ser lembrado para ser combatido.
Temos também o projeto que dá isenção de ITBI para que o Centro Paula Souza possa construir a tão sonhada nova ETEC-Piedade no antigo prédio do Tessari. Essa matéria é urgente.
Por fim, temos o projeto que autoriza o executivo a entrar com contrapartida financeira de 90 mil reais para construção de 60 casas do Minha Casa, Minha Vida no Bom Pastor. Trata-se de uma ação estratégica que visa finalizar o problema de falta de moradia digna nesse bairro. Além disso, o Bom Pastor deverá receber grande investimento de infraestrutura urbana e novos serviços públicos, como linhas de ônibus, uma conquista para os moradores.
Outros projetos importantes deverão entrar em pauta em breve. Uma matéria que deve ser aberta para discussão é a "Lei Seca". Essa lei gera muitas contradições e, por isso, merece uma revisão popular. Vejamos o exemplo do carnaval. Como podemos aumentar o horário de teto das atividades do carnaval de rua se existe uma lei que proíbe os estabelecimentos de funcionar em horário especial? Temos que criar novos critérios de forma objetiva e participativa.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A alegria é o que importa - Dédo Tenório



Duas coisas foram marcantes nesses dias de folia e pós folia. A primeira foi ainda no dia do festival de marchinhas, quando, após a brilhante apresentação, o Claudinho Boto chegou no bar do Murílo e me falou..."hoje é o dia mais feliz da minha vida". Outra foi chegar no bar do Mineiro e ler na parede esse lindo texto do Edélcio, uma tradução ímpar do que foi e do que representou esse carnaval.

A ALEGRIA É O QUE IMPORTA

Acima de tudo a alegria.
Essa frase do mestre Cleber não vai esquecer.
Se é importante a música e a batucada, a alegria de estar junto aos amigos o é muito mais. E ele mostrou bem isso o tempo todo com o pito e o apito. O apito amarelo de general da banda e o pito preto do Saci Pererê.

Dessa vez a coisa cresceu. Foi inacreditavelmente melhor. A moçada mais ritmada, mais vivida, debulhando os instrumentos com primazia. E o povo se desencarcerou do dia-a-dia, voltando a ser criança na Praça da Bandeira, na Comendador Parada, na apoteose da Praça da Matriz.

Valeram os ensaios sob o sol esturricante. Valeram os couros molhados sob as tempestades de verão. A correria para sob a cobertura da praça de eventos da Vila Maria onde, mesmo todo mundo apertadinho, não deixava o samba morrer.

Anjos, arcanjos, querubins e serafins abriram mão da paz das nuvens e das delicadas harpas para decair na fuzarca que marcou o nosso Carnaval.

Valeu perdoar e transigir por alguma opinião diversa, alguma rusga, cisma, birra, sabedores de que sairíamos do outro lado, do outro lado grandioso lado, que é o acima de tudo, que é o da a alegria. Salve Clebão!

Saravá Pipão que se desvenou por meses de dedicação, liderando ensaios, recebendo a todos, criando festival, montando banda, arranjando músicas, mudando tonalidade, passando quatro dias de zumbi, olhos vermelhos, noites em claro, sorriso de dias felizes.

Esses carnavais estão valendo pela nossa encarnação inteira.

E jorra amigos de fora! Quantas amizades não fizemos nesses só quatro dias? Quanta gente boa! Quem não se lembra dos ensaios sem cavaco? Como vamos sair na avenida? Mas os celestiais nos proveram do Dorfão e do Kurts (Evoé, João Vitor!), meninos generosos que seguraram a peteca e a palheta de ponta a ponta, ornamentando a voz dos puxadores Cleiton, Bertinho e Nenê Gavião.

Chiquinho Corvo, de quem apenas a presença já seria um júbilo, se digna a sair no carro-céu junto ao Zezé, somando catorze cordas de elevada baixaria.

Que dizer do Bertinho, onipresente, que puxou enredo, cantou marchinha no Festival e ainda comandou um show com seus convidados no palco maior? ...esse Bertinho que, graças a Deus, se esqueceu de crescer...

Que dizer daqueles fênixes queridos, do Grupo Paranga de São Luís do Paraitinga que, renascidos da calamidade, nos vieram mostrar e reavivar o orgulho e a grandeza, a garra e a força da nossa gente, enaltecendo nosso povo, nossa cultura caipira?

Apinhada. Foi como a Praça ficou em cada um dos quatro dias. Apinhada não só de gente moça, gente idosa, crianças, papais, mamães, vovôs e vovós. Mas apinhada de luz, beijos e abraços.

Flashes, celulares, câmeras pipocando cliques e vídeos que haja Youtube e Orkut pra conter. Cada um querendo eternizar o seu instante de felicidade, não querendo abandonar os afãs de ilusão que se sucediam, a não ser para uma escapadela no encalço duma lata gelada.

Assim foi. Assim está sendo. Assim será por que nossos sucessores, mesmo no colo, estavam aprendendo do que no futuro terão prazer em fazer.

Hyládio mais uma vez, cadeirante dançarino, agora com um caju a mais, rumo ao centenário, cercado de garotas lindas e prestativas, no asfalto, folião de tantas décadas e de hoje também, nos honrando...

Virma de Laidão, nossa musa, caída na farra, digna e majestosa, apontando com clareza o caminho do bem e da magia de saber viver.

E o Pipão lá desde o princípio. Agora, derradeira noite, com a energia da “Harmonia” da Cilene, até a longa nota final do frevo Vassourinhas, que avisa aos anjos que é hora de voltar.

Axé compositores João Vitor e Zeca da Silva cuja vinda não lhes foi permitida. Contingências que o auê de dois mil e onze sarará! Participaram de tudo, mesmo assim. As mesas do Mineiro e da Preta Veia sentiram profundamente a ausência desses mestres! Mas não de suas criações. Mananciais de melodias, mesmo ausentes nos trouxeram seu tesão, ritmo e grandiosidade,

Zé Romera, sessentinha, o mais provecto do grupo, futuro mamulengo, exímio compositor, sem dúvida perpassou a iluminação de que a juventude está constante em um cantinho dentro de nós.

Fica a última estrofe da marchinha que o Bertinho cantou no festival, como uma última prece: “Quero ver se eu consigo trazer você comigo pra brincar no ano que vem...”

Edélcio

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Um céu de cores


Caiu a tarde e uma cidadizinha se transforma em um céu de cores, uma constelação de estrelinhas por todos os lados, crianças pulando. Sorrisos, abraços e gritos contagiaram todos,uma verdadeira viagem a um sonho de alvorada. Se todos os finais de tarde tivesem essa energia positiva a vida seria muito melhor. Vivenciar esses dias de carnaval em Piedade foi passear nos mais belos sons e nas mais belas imagens, registrando na mente cenas que ficarão para resto da vida.
Como dizem aquelas pessoas abençoadas de São Luiz do Paraitinga que abrilhataram ainda mais nossa terrinha..."O carnaval de Piedade é paraíso, dê um sorriso, dê um sorriso. No carnaval a tristeza é prejuízo, dê um sorriso, dê um sorriso..."
Viva as crianças que descobriram o que é o carnaval. Viva as escolas de samba de Ibúna e Sorocaba que transformaram nossas ruas em passarela. Viva o Paranga que descobriu o carnaval de Piedade. Viva o Paletó Vermeio que descobriu uma Piedade linda, que todos iremos guardar.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Palavras e Fatos



A melhora das condições de vida de uma comunidade depende de um conjunto de ações que superam a possibilidade do imediatismo de uma decisão política. Após um ano com a nova gestão, Piedade conquistou um espaço importante junto a outras esferas governamentais, em especial o Governo Federal. Através de uma articulação junto a alguns parlamentares, como o deputado federal Paulo Teixeira-PT, nosso município conseguiu em Brasília um montante de recursos como nunca antes, o que viabilizará diversas ações e obras importantes. Em 2009 foi possível criar novas estruturas, como a Coordenadoria de Meio Ambiente e o Setor de Planejamento, além de instituir novas políticas públicas, como o Orçamento Participativo que possibilitou a participação direta da população na elaboração da LOA de 2010. Como sempre disse o Prefeito Geremias, o primeiro ano foi mesmo para arrumar a casa.
Se hoje Piedade atrai mais recursos é graças à ação política e a capacidade técnica de uma nova equipe de governo em planejar e elaborar projetos. Dessa forma, o governo do Prefeito Geremias proporciona um casamento inédito da técnica com o arrojo político, o que já começa a fazer a diferença no município. Exemplos concretos disso são os projetos a serão executados a partir de fevereiro, como a Construção do Centro Esportivo Paulas e Mendes (primeira pista de atletismo do município) e pavimentação do bairro Butuca. Além disso, teremos a ampliação da Patrulha Agrícola, que beneficiará milhares de pequenos agricultores, a construção de creches rurais e construção da Agência do INSS, que vai propiciar o atendimento de todos os beneficiários da Previdência Social aqui em Piedade. Tudo isso são investimentos do governo Lula em parceria com governo municipal, que gerarão centenas de empregos diretos e indiretos.
Na política, na internet e na mídia, as agressões pessoais são a maior prova da falta de capacidade de argumentação, uma evidência racional da falta de maturidade para construir o debate. Não é dessa política que Piedade precisa e é necessário avançar sobre essa questão. Esse espaço aberto pela Folha de Piedade pode ser um meio de debate importante.
Infelizmente todos os fatos não cabem em um artigo e todas as ações não cabem em um ano. A mudança se constrói a cada passo e a caminhada rumo ao desenvolvimento do Brasil já começou. Andar é preciso e Piedade está na direção certa.


Artigo meu publicado no Jornal Folha de Piedade de 29 de janeiro de 2010.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Esse ano promete


Depois de enfrentar muitos desafios em 2009 surgem desafios maiores ainda em 2010. Acho que após muitos momentos turbulentos e vitórias importantes posso me considerar uma pessoa preparada para os novos desafios. Sem querer entrar muito no mérito de eleições ou prefeitura, o que posso afirmar é que as batalhas renovam.
Dia desses estava revisando uma planilha de ações realizadas pela prefeitura em 2009, uma atividade cotidiana, mas me revelou dados importantes. Pude perceber que muitas ações tiveram bons resultados e que muitas outras são ações ainda estão sendo executadas. O tempo na administração pública é uma variável abstrata que nos leva a conseqüências concretas.
O cotidiano de desafios não me deixava tão otimista a ponto de imaginar grandes conquistas já no primeiro ano de prefeitura, pois para uma boa análise é necessário um alto grau de racionalidade. A razão nos leva para uma exatidão fria e os números são a maior prova empírica disso. Contra números não há argumentos.
Nunca se investiu tanto em saúde como agora. Nunca Piedade trouxe tanto recurso do governo federal como agora. Nunca tivemos política pública de meio ambiente como agora. Nunca tivemos um carnaval de rua como agora. Nunca trouxemos uma universidade federal tão próxima como agora e nunca um orçamento público foi tão democraticamente elaborado junto à população como agora. Agora eu pergunto. Isso é tudo? Está tudo bem? Atingimos nosso objetivo e a população está satisfeita com isso?
Bom, acho que a resposta deve ser bem racional. Uma boa resposta é, "podemos e vamos muito além". Mas não é bem de ações e resultados que quero falar.
Muitas pessoas usam da mínima capacidade intelectual para me atacar ou me agredir de maneira gratuita.
Usar da escrita e da fala para realizar ataques pessoais e covardes é algo comum na existência humana, mas nunca fez e nunca fará parte do bom debate político. Os grandes políticos jamais precisaram apelar para ofensas pessoais para conquistar a legitimidade da representatividade. Os ataques pessoais no meio político é uma evidência racional da falta maturidade e capacidade para construir um diálogo crítico.
Acho que já fui imaturo um dia, mas aprendi a construir. Falo isso porque aprendi na prática que focar a crítica no pessoal é a maior justificativa para a falta de argumentação.
Muita coisa ficou para trás. Eternos amigos, aulas práticas de vida e lutas incansáveis, tudo no retrovisor. Agora só quero olhar pra frente, pois a casa tá mais arrumada, o suficiente para construir realizações para todos e colocar um pouco mais de emoção no cotidiano.
Criar, construir, realizar. Andar é preciso.